Onze.

“Eu acho que matei …”
“Não me venha com essa merda, Gordo. Em primeiro lugar, você fez uma coisa muito boa. Você…  abriu a cabeça de um camarada que tinha a cabeça… fechada. Ao mesmo tempo, fez algo que o WWF adoraria: você salvou os dois veadinhos.”
“Eles nem eram veadinhos. Eram dois…. ahm…  bem marombados. Ratos de acadimia – meu deus, eu matei um cara!” e se levantou e saiu correndo para o banheiro, onde Andrea, a poliglota residente, havia colocado frases em alemão fascista.
“Ele é sensível! Claro que se ofendeu!” – Carol disse, numa condenação clara ao que quer que eu houvesse dito.

“Ele é um veado flamejante que matou um nazista brasileiro que falava um português crioulo igual a todos nós.” – Andrea se protegia – “O fascismo não é um fenômeno exclusivo da língua alemã.” Eu nunca pude encarar uma delas de cada vez. O que dizer das duas juntas?
“Ele deve é estar subvertendo os valores naquele banheiro agora. Conheço de perto a experiência da matança.” – eu disse, histriônico.
“O quê??” Carol estava mesmo indignada “O máximo que você já matou até hoje foi uma barata!”
“E você NUNCA se livra dos corpos delas!”

—— Continua.

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